Ângela Ferreira

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Campo Experimental

26.0126.04.2024
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Photo by Vasco Stocker de Vilhena

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Descrição

Curadoria de Paula Nascimento e Álvaro Luís Lima

Fotografias de Vasco Stocker de Vilhena

Ângela Ferreira, em colaboração com Alda Costa

«Campo Experimental: Ângela Ferreira em colaboração com Alda Costa aborda pesquisas materiais e ambientais realizadas nos primeiros anos da independência de Moçambique. O título da exposição é o nome de um laboratório agrícola mantido no campus da Universidade Eduardo Mondlane, onde funcionários, investigadores e estudantes trabalharam em conjunto para produzir alimentos, conceber recursos, ferramentas, estruturas, e formar agricultores e técnicos comunitários. Este espaço experimental foi coordenado pelo TBARN (Técnicas Básicas de Aproveitamento de Recursos Naturais), um grupo de investigação formado nos primeiros anos da revolução pós-independência para melhorar a vida das populações rurais com recursos mínimos. Ângela Ferreira baseia-se nos registos visuais e textuais restantes do TBARN para revelar o espírito revolucionário que fez de Moçambique um centro mundial de experimentação radical na década de 1970 e início da década de 1980. […]

Campo Experimental também emerge do diálogo contínuo da artista com Alda Costa, historiadora de arte pioneira e trabalhadora cultural moçambicana, cuja experiência vivida durante o socialismo e os estudos subsequentes a tornam memória viva de um momento incomparável na história cultural. A exposição apresenta objetos históricos do acervo pessoal de Costa ao lado da obra de Ferreira. O design destes objetos destaca a priorização das condições materiais na vanguarda da produção cultural do período. […] Através de um diálogo com Costa e a história que a sua coleção incorpora, o trabalho de Ferreira investiga histórias que expressam simultaneamente o pragmatismo político e ludicidade criativa, sendo ao mesmo tempo enraizadas localmente e com relevância internacional.»

– Álvaro Luís Lima e Paula Nascimento

A 26 de janeiro de 2024, a performance de Scúru Fitchádu, “Eu o Povo, (eu de novo)” foi parte integrante da exposição Campo Experimental.

No último trimestre de 2024, a exposição viajou para Moçambique. A segunda edição teve lugar no Museu Nacional de Arte, em Maputo.