António Areal
A Desforra da Imaginação
Descrição
«Uma discussão atroz: – Quem vê bolos, não vê pintura! gritou ela. – Quem vê pintura, não pinta bolos! gritei eu. Ambos muito zangados. Desenhei depois o célebre retrato.» (1)
Detentor de uma obra singular, produzida mediante uma deliberada e tenaz fuga às regras da época em que viveu e do panorama artístico que testemunhou, António Areal (1934-1978) é uma figura incontornável da história de arte portuguesa. A exposição A DESFORRA DA IMAGINAÇÃO conta com obras marcantes e inéditas da sua autoria, e tem como fundamental propósito apresentar uma obra artística meritória de distinção, porquanto nos continua a questionar e desestabilizar a reflexão crítica, mostrando aquele que foi um perseverante exercício de contornar os campos possíveis e ideológicos que se atribuem à prática da pintura e do desenho, ainda nos dias de hoje.
(1) «Testemunho da Vida Trivial, Prosaica, Figurativa e Natural de Josefa d’Óbidos. Crónica Hiper-Realista Sem Dramatização, Ficção ou Teoria», por António Areal em Novembro de 1971.