Emily Wardill
Bassness
Descrição
… tínhamos feito o primeiro lançamento da Underground Resistance, que era uma faixa vocal chamada «Your time is up».
Levei-a para casa, para a minha mãe, porque queria que ela visse porque ficávamos acordados até tão tarde, e ela ouviu e disse:
«É boa… mas precisa de mais graves.»
– Derrick May
Começando pelo futuro e olhando para trás, para 2007, Bassness ouve com o corpo as notas graves e deixa-as vibrar pela perna das calças.
«Night for Day» constrói uma falsa relação de mãe/filho para imaginar o que aconteceria se uma utópica comunista desse à luz um utópico tecnológico e é instalada como sempre se pretendeu que fosse mostrada – numa sala dividida em duas por um tapete preto, como se fosse uma caixa de areia com metade preta e metade branca. Tudo parece ser um substituto para o produto final. As paredes são pintadas de preto, que parece querer separar-se em três cores primárias, e as imagens do filme aparecem em grupos de três.
«Misremembered Bones» mostra o início de um trabalho inspirado por um enorme ser humano imaginário que apareceu nas margens do Atlântico e que foi incorrectamente lembrado pelo fotógrafo Luighi Ghirri como uma baleia. Este esqueleto mal recordado serve como ponto de partida para refletir sobre os corpos e os seus vestígios, em contraste com as nossas próprias tentativas de parecer inteiros e discretos através de intermináveis autorretratos fotográficos.
«The Pips» é uma obra de 2010, filmada em película de 16 mm para dialogar com a ascendência imaginária dos cineastas estruturalistas/materialistas que exigiam que o cinema nunca fosse ilusório. Transferido para o formato digital, o corpo da ginasta Francesca Jones desafia quaisquer regras materiais — primeiro, girando a sua própria fita de película como se fosse um desenho tridimensional e, finalmente, dividindo-se ela própria em partes do corpo.
«Sick Serena and Dregs and Wreck and Wreck» (2007) toma os desenhos animados em vitrais como um dispositivo inicial para comunicar com um público medieval, maior parte analfabeto, como uma forma de pensar o drama enquanto meio de fazer com que as mensagens fiquem gravadas na nossa cabeça. Feito como uma peça complementar à obra «SEA OAK» — que analisava o uso da metáfora na retórica política — «Sick Serena and Dregs and Wreck and Wreck» reanima essas antigas alegorias ao projetar luz através do filme.