Cata Log Cata Strofe
Cata Log Cata Strofe
«Cata Log Cata Strofe é o sétimo livro de Mattia Denisse. (…) Embora surja na sequência da exposição Hápax, apresentada na Culturgest, em Lisboa, entre 24 de Junho e 30 de Outubro de 2022, este livro não é um catálogo. O seu propósito não é documentar a exposição nem reproduzir de modo fidedigno as obras de Mattia Denisse. O seu objectivo é reunir, num volume o mais módico possível, o maior número de referências visuais e textuais do universo do autor. (…)
Na base do projecto esteve a intenção de fazer um livro de bolso, no formato 18 x 11 cm, a preto e branco, em tudo semelhante àqueles que, ao longo do século xx, ajudaram a democratizar o acesso à literatura. (…)
Cata Log Cata Strofe contém 1759 ilustrações distribuídas por 35 séries, correspondendo à quase totalidade da obra gráfica de Mattia Denisse produzida até à data.»
– Bruno Marchand
Publisher: Dois Dias Edições
ISBN: 9789727691319
Publication date: 2022
Format: Softcover
«Falemos agora do livro (…) O livro é, e não é, um catálogo da exposição. Mattia Denisse trabalha sempre a imagem e o texto, joga com as palavras, a sua construção e a sua sintaxe, como joga com as formas visuais. Combina o português e o francês numa nova língua que deve, e muito, à anti-arte dadaísta, a Alfred Jarry e tantos outros, que quiseram, de facto, partir do zero, também no texto.»
– Luísa Soares de Oliveira, in Ipsilon
«A ideia para Cata-log cata-strofe era fazer um livro de literatura no sentido mais abrangente do termo. Queria que as pessoas pudessem ler este livro como se estivessem a ler um romance. O livro de bolso permite isso, pois há livros de bolso de romance, de história, de ciências, de artes… A única coisa que têm em comum é o formato. Fizemos aquilo que se faz num livro deste tipo, mas ao contrário: o texto principal ocupa a parte central, onde normalmente estão as imagens. A intenção foi criar espaço para os títulos, que muitas vezes são quase textos. Cata-log cata-strofe oferece-nos a possibilidade de pôr as obras junto com os seus títulos e de dar títulos aos títulos. As imagens a preto e branco funcionam como mnemónicas, como os “Desenhos tautológicos” relativamente aos seus desenhos originais. Mas as técnicas mnemónicas tornam-se obsoletas com o desconhecimento ou esquecimento do que se quis lembrar. A função do desenho torna-se inoperante, logo o desenho torna-se autónomo. Torna-se desenho.»
– Mattia Denisse em conversa com Catarina Rosendo, in Revista Contemporânea